Unicamp 2027 (Vestibular 2027 · 1ª fase) · questão 50
Questão 50 Unicamp 2027 · Vestibular 2027 · 1ª fase: Globalização e geopolítica
O mundo vive um estado de forte tensão geopolítica, com a escalada de conflitos entre as Nações e a eclosão de guerras. Nesse contexto, recentemente, a China se manifestou sobre a militarização desenfreada da inteligência artificial (IA) voltada a influenciar decisões de guerra, deixando que algoritmos tenham decisão de vida e morte sobre seres humanos. Segundo o porta-voz do governo chinês, isto poderia mergulhar o mundo na distopia retratada no filme "O Exterminador do Futuro", onde as máquinas tomam o poder. O alerta se dirigia particularmente aos Estados Unidos, atualmente envolvidos em um intenso debate sobre as aplicações militares da Inteligência Artificial.
(Adaptado de G1. “China alerta EUA para ‘apocalipse’ ao estilo ‘Exterminador do Futuro’ por uso militar da IA”. Disponível em https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/11/ china-alerta-eua-para-apocalipse-ao-estilo-exterminador-do-futuro-por-uso-militar-da-ia.ghtml. Acesso em 30 jul. 2026.)
Com base no texto, é correto afirmar que a geopolítica, na era da inteligência artificial, envolve o fortalecimento do poder
- Ados EUA que, ao dominarem a infraestrutura de inteligência artificial, criaram uma ordem unipolar com base num tecnopoder compartilhado com grandes empresas de tecnologia e no uso de objetos inteligentes voltados à guerra que estão sob discussão ética.
- Bdos EUA e da China, países com economias interdependentes e concorrentes que dominam a infraestrutura de inteligência artificial e exercem hegemonia num mundo multipolar em transformação acelerada com dilemas ético e existencial candentes.
- Cda China, que desenvolveu sua indústria de inteligência artificial seguindo os tratados internacionais de não proliferação de armas e assumiu a liderança na construção de uma ordem mundial multipolar sob critérios éticos e não distópicos.
- Dda China e dos EUA, pois recriaram um mundo bipolar a partir de suas economias nacionais que desenvolvem, de forma independente, inovações em sistemas de inteligência artificial, algoritmos e drones de guerra sem critérios éticos.